Bixas de um time ou um time de bixas  escrito em sexta 17 julho 2009 02:46

Qualquer coisa que faça pessoas se agremiarem em grupos diferentes para competirem uns contra os outros, ou se compararem, inevitavelmente gera esteriótipos. Isso ocorre principalmente na maior causa de divisão humana em grupos (não, não é religião, opção sexual, ou a posição preferida na cama): Times. A questão aqui é saber quando é uma razão que leva a um esteriótipo e quando é um esteriótipo que serve como razão.

Vamos explicar melhor essa porra. Consideremos um time G cuja torcida é formada por ladrões, assassinos e todo tipo de filhos da puta em geral. Além disso fazem parte dele pessoas mais desclassificadas, e de baixa renda em geral pois estamos supondo que se trata de um time de periferia. Assim sendo, a torcida rival impõe à torcida do time G a alcunha de favelões. Percebemos que aqui nos deparamos com uma razão que claramente deu origem a um esteriótipo.

Em um hipótese diversa, se o time G, sem consideramos que seja um time de periferia mas de classe média e recém criado, tivesse uma torcida formada apenas por pessoas menos instruidas do que aquelas que compõe a torcida rival, e só por isso esta entitulasse aquela de favelões, com o tempo, por simpatia e indentificação ao rótulo, o pessoal da merda entraria para a torcida de G, até que esta fosse realmente composta por favelões. Nesta última situação, temos que o estériótipo, criado anteriormente para "zuar" a torcida de G, foi o fato gerador da situação concreta de uma torcida que se enquadrava à denominação.

Na prática não é possível saber ao certo se a torcida daquele time é mesmo composta de um monte de viado, ou se a torcida daquele outro é uma cambada de fracassado, o fato é que se o esteriótipo corresponder à realidade, pode ser que ele seja uma projeção ou um projetor de uma situação fática. E então, o nome do seu time começa com G porque só tem Gay?

permalink

Bipartidarismo escroto  escrito em quarta 15 julho 2009 02:34

Basta uns cliques na internet e caimos em alguma das duas maiores armadilhas da rede: a putaria desenfreada dos sites pornôs (é impressionante como a idéia do youtube salvou muitos punheteiros ao redor do mundo de situações constrangedoras causadas por revistas mal escondidas e arquivos mal alocados), e o fogo cruzado de uma guerra de marketing entre religiosos e ateus.

Nesse mundo fodido que é o virtual, parece que os ateus estão ganhando, mas no outro mundo fodido, o real, as igrejas ainda influênciam mais as pessoas do que as idéias de um universo sem Deus.

A principal bandeira levantada pelos ateus é a ciência, que dizem ser a reposta de todos nossos problemas, ou melhor, seriam se as igrejas não ferrassem o esquema com as idéias concervadoras embasadas em fé e em crenças abstratas. Tradição para eles é coisa de velho e só atrapalha. Em contra partida os religiosos se defendem com os bons costumes, afinal, o que seria de nossa sociedade civilizada e calorosa sem eles, já que a ciência é uma puta fria que dá para quem mais investe nela?

O que as pessoas estão esquecendo é que o mundo não precisa ser dividido entre crentes radicais e ciêntistas céticos. Não existem só dois buracos nessa transa! Esquece-se que é possivel ficar entre as duas, ponderar os avanços da ciência com os bons costumes e com os valores da humanidade.

Posicionar-se de outra forma é uma porra de uma perda de tempo porque a ciência procurará sempre o avanço inconsequênte e desenfreado, é o que ela faz! A igreja por sua vez tentará freiar as coisas, colocar um pouco de sentimento e humanidade nas novas descobertas, e consubstânciará a tradição e os costumes ao se deparar com os novos tempos. É históricamente o seu papel.

Para quem fica de fora dessa guerra e sabe reconhecer a importância dos dois lados, vai perceber que é uma briga de gatas na lama bem saudável, da qual sempre surgirão novas tecnologias um pouco mais humanizadas ainda que aquém do possível.

permalink

Complexo  escrito em terça 14 julho 2009 01:48

Antes de começar a exposição habitual, esclarecerei uma coisa: hoje, para evitar uma ironia desastrosa que o leitor atento poderá imaginar quando entender o cerne do tema que tratarei aqui, deixarei de lado, momentaneamente, os velhos hábitos e a forma que desde o começo propus para os textos deste blog.

 

Pense na pessoa mais interessante, fascinante, misteriosamente atraente, que pode lhe ocorrer à mente. Não tentarei um palpite preciso, mas asseguro que se trata de alguém com uma personalidade dificil de decifrar e com atitudes no mínimo inusitadas perante a realidade. Aposto que é uma pessoa complexa, por assim dizer!

Não foi um chute no escuro. Minha adivinhação tem uma justificativa bem concreta: a complexidade na personalidade humana é atraente. Os personagens mais intrigantes da história são aqueles que mais nos deixam perplexos com a maneira como encaram a realidade. Hitler, Freud, Britney, Lennon, Michael, Kennedy, é inesgotável a lista das grandes figuras deste e de outros tempos que se destacaram em diversas áreas e se tornaram o foco das atenções por terem vidas repletas de dramas. Se lembrarmos do Wolverine dos X-Men e o do Sawyer de Lost perceberemos que mesmo em se tratando de personagens fictícios, criações da mente humana, aqueles que mais atraem o interesse das pessoas são aqueles com um passado obscuro e repleto de traumas.

Talvez alguém tenha desenvolvido o seguinte racínio indutivo: Tudo aquilo que é diferente chama a atenção; personalidades complexas são diferentes; logo, personalidades complexas chamam a atenção. Perfeito! É um raciocínio válido, e inclusive deve ser a conclusão a que a maioria das pessoas chega quando refletem sobre o assunto, mas é exatamente aqui que entra minha crítica.

Não é o fato de serem diferentes que tornam as personalidades complexas tão intrigantes, é o fato de serem comuns e de haver um certo grau de indentificação com elas.

O mundo é caótico e cheio de problemas, por isso mesmo que assim são as pessoas que aqui vivem. Todos sofrem reflexos de uma realidade que tende a nos decepcionar e surpriender em doses inconstantes e desproporcionais de modo que os traumas fazem parte de nossas vidas, provocando reações que muitas vezes nos surpreendem. Somos todos pessoas complexas e repletas de problemas.

Porque então simplesmente não levamos um cigarro à boca, subimos em uma moto e não saímos por aí chamando a atenção mostrando ao mundo o quão revoltado somos?

Tenha apenas uma atitude inusitada e você será assunto por alguns dias. Faça delas um modo de vida e será de alguma forma popular.

Porque continuamos a perseguir um ideal de pessoa que não exterioriza seus problemas se um mundo com um intercâmbio de informações tão grande nos prova a cada dia que todos temos histórias complicadas e somos construidos pelos nossos traumas?

Talvez o homem seja tão inteligente que a complexidade das personalidades que desenvolve tenha se tornado de sua essência. Assim sendo, é muito fácil se entregar às origens e tornar sua vida um drama. Em outras palavras, seja simples e terá a complexidade de seu ser exposta a todos.

Muito mais desafiador é carregar o peso de seus problemas sozinho. Pode não parecer gratificante, afinal recebe muito mais atenção quem demonstra estar precisando. Acontece que nos momentos mais críticos da humanidade, foram aqueles que aparentavam ser retos, capazes de enfrentar as crises internas por si próprios e entregar ao mundo uma personalidade integra e disposta a pôr um bem maior à frente, que serviram de apoio e exemplo para àqueles que se afogavam em seus microcosmos. Foram tais momentos, que evidenciaram a importância de pessoas assim, e a partir dos quais se construiu um ideal. Os lideres e heróis que assim são, se tornam exemplos para a humanidade. Churchil, D'Goule, Ghandi, e citemos até o Super Homem, quando necessários não se esperava deles decisões justificadas em seus problemas pessoais, mas baseadas na objetividade e no bem comum.

A cada um cabe escolher entre ser um "rebelde" e deixar o mundo fascinado com sua humanidade, ou ser um "bom partido" que esconde seus conflitos atrás de um manto de perfeição e proporciona a seus amigos, namorada, ou a quem necessite, um ponto de referência nos momentos em que os problemas pessoais, contra os quais relutam em lutar, os deixarem perdidos.

Eu escolho ser um herói.

permalink

Ciúmes - O psicotrópico dos relacionamentos.  escrito em terça 02 junho 2009 21:10

O ciúmes é uma droga. Não falo aqui que é uma droga no sentido de ser uma coisa ruim. É uma coisa ruim, mas se fosse para onfedê-la logo de início teria falado "merda" ou qualquer coisa pior.

Não, quando falo que ciúmes é uma droga quero dizer que é como o crack, o LSD ou qualquer dessas coisas fudidas que se houve falar por aí.

Ora, é uma droga dos relacionamentos porque, em doses mínimas, pode dar um baratozinho, e tornar a festa que é a vida a dois, um  pouco mais interessante. Acontece que passar disso para um vicio que torna a pessoa fanática e destrutiva, é apenas uma questão de quantidade.

Qualquer imbecíl por aí tem ao menos uma coisa na vida que lhe é inestimável. Algo que ama de verdade, e não precisa ser muito inteligente para perceber que tudo que se ama, faz bem. Traz uma sensação boa.

Viadagens à parte, o amor por alguém surte efeitos sobre a pessoa que ama, e a amada.

Mas o que significa isso porra? Significa que quando você sente que gosta de alguém, você demonstra com carinhos, amostras de afeto, a posição que ela prefere na cama, e outras coisas para fazerem a pessoa amada se sentir bem, pois a felicidade dela é algo que você busca pois a ama certo? Também se pode demonstrar esse sentimento protegendo a pessoa de quem possa prejudicá-la, ou afastá-la de você quando acredita que é o melhor pra ela.

Além disto, a paixão por alguém é uma sensação agradável, que te faz feliz quando a está sentindo. Por isso mesmo você tenta conservá-la. Seja através do estímulo á paixão reciproca por aqueles meios que fazem ela feliz, seja pela proteção contra tudo ou todos que queiram tira-la de você, e empatar sua foda.

A merda começa quando a proteção que se quer oferecer, deixa de ter o objetivo de fazê-la feliz, evitando que o bombado da festa realize a pretenção do triplo coito anal forçado, para ter como fim exclusivo manter sua própria felicidade. Ou seja, você ta pouco se fudeno se a pessoa que te faz sentir ciúmes é um filho da puta que vai fazer sua mulher sofrer. Você só não quer perdê-la exclusivamente porque ficar com ela dá uma sensação boa, e além disso você não quer ficar com fama de chifrudo, ou não quer se sentir trocado. Simplesmente quer ficar feliz.

Resta agora saber quando é que fudeu. Bom, o ciúmes, essa droga, torna a pessoa viciada quando ela está no auge da busca pela sua própria felicidade, já ignorando a felicidade da pessoa amada, e inconscientemente percebe que o o ciúmes cria uma relação de poder e controle no relacionamento.

Quando você sente que os ciúmes podem te dar algum controle ou poder sobre alguém que gosta, aí você está a um passo de se tornar um filho da puta, porque essa merda vicia, porque dá uma sensação boa. Como não seria agradável ter mais controle, mais poder sobre uma coisa que você ama? Mas o buraco não é aí. É mais em cima, porque aí é o cú!

Claro que as considerações aqui expostas não levam em consideração uns cabeças de bacalhal por aí, que por algum trauma com o próprio pinto, só quererm saber de satisfazer seus desejos desde o início e por isso ou são desde sempre psicopatas, ou simplesmente não sentem um amor verdadeiro, de modo que a felicidade de sair passando o pinto por aí, é maior do que aquela decorrente do amor por alguém. Neste caso o ciúmes não vai aparecer porque não há verdadeiro amor pela pessoa a ponto de se fazer questão de mantê-la.

A cura pra esse vicio, como para qualquer outro nos relacionamentos, começa com a iniciativa do viciado ou usuário eventual do entorpecente, e passa por um momento de diálogo aberto com a outra parte. A diferença aqui é que, no caso, deve-se trocar a agulha que injetava ciúmes na veia, pela injeção de auto-confiança e confiança na parceira. É engolir seco, porque sabe que mostrar ciúmes pode fazer o outro infeliz, e talvez tude não passe de uma recaida momentanea, causada por uma crise de absitinência pela buceta do vicio que se está largando.

Como ouvi uma vez, a falta de confiança injustificada, em si mesmo, dadas as proporções, é até saudável. Ensina a dar valor a pessoa.

É como o maridão, com vários anos em um casamento impecável, sente ciúmes da esposa quando ela conversa com o vizinho, e por isso, fica em silência, mas compra para ela um buquê de rosas com os dizeres: TE AMO E VOCÊ É A MELHOR QUANDO ESTÁ REBOLANDO NO MEU PAU!

Por outro lado, a falta de confiança injustificada, no outro, é destrutível, e deve sempre tentar ser superada.

Seria o caso da ficante, que nunca deu motivos pra que se desconfiasse dela (seria, por outro lado, justificável se fosse uma peguete que já se ouviu falar que dava pra qualquer um), fosse para uma festa com as amigas evangélicas, e ainda assim o manezão fosse atrás dela e das amigas para mostrar que manda.

No final, tudo se trata de amar alguém o suficiente para colocar o fudido do seu relacionamento acima de tudo, através da preocupação em deixar a felicidade dela em primeiro plano, e a sua apenas como um reflexo incidental desta.

 Apenas se mantenha limpo, caralho!

 

permalink

Governo de Burros  escrito em sábado 07 março 2009 16:03

" Então você pega este formulário, preenche, leva-o na sessão dois do quarto andar, pega o carimbo, paga o boleto, junta com o comprovante e suas certidões xerocadas, e apresenta no departamento sete, do prédio dois, décimo andar (exatamente aquele edificio sem elevador) entre duas e duas e quinze da tarde. Daí pronto, caso aprovada sua requisição, você pode retirar o seu almoço."

UMA BABAQUICE! Essa porra de complicação que cada vez mais envolve os atos mais simples da vida urbana, é uma das maiores ilusões da história! Originalmente a idéia foi de organizar melhor as coisas. Criar sistemas lógicos em que várias pessoas pudessem ter acesso, de maneira organizada e igualitária, a direitos, informações e toda essa merda, perante à instituições como o governo e as empresas.

Bem pensado! Quando imaginada dessa forma, visando atender ao interesses dos particulares, essa tal Burocracia realmente pareceu ser uma grande invenção!

Se até as coisas vem da natureza, cedo ou tarde são desvirtuadas pelo homem, que o diga suas próprias criações. Nossa burocracia, fundada sobre boas intenções, trocou os interesses das pessoas pelos interesses dos prestadoes. Se um pouquinho dessa merda antes se justificava pelos beneficios de um sistema organizado em que todos poderiam ter um acesso reazoavelmente satisfatório, atualmente não faz sentido entregar o protocolo vermelho na sessão azul, pois só há azuis e vermelhos, porque algum departamento pessoal não tinha arquivos suficientes em um mesmo andar, ou funcionários com um salário que valesse a pena subir até o andar de cima para pegar o documento de um particular.

Talvez pensando que todos estão no mesmo barco, o descontentamento com a buro-cracia pareça menos com um pau na bunda. PEM! Caminho errado! Se você se encontra constantemente envolvido em um sistema parecido com aquele descrito no inicio do artigo, tenho uma novidade pra você! Você é o puto de um pobre! Além de desvirtuada de suas finalidades, nossa burro-cracia, não afeta plenamente, e de forma igualitária todas as camadas da sociedade. Num mundo podre pela porra da corrupção, o dinheiro, os contatos e as costas quentes são passes livres dentro desse sistema. No final, o que sobra para as "pessoas comuns", são normas, regras que governam a ralé, a sobra, governam os burros dentro de nosso governo de muitos.

permalink
|

Abrir a barra
Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para caiquemarques

Precisa estar conectado para adicionar caiquemarques para os seus amigos

 
Criar um blog